Nem todo dente indicado para extração precisa, necessariamente, ser perdido.
Na odontologia contemporânea, o diagnóstico correto, a escolha do material adequado e o uso de tecnologias digitais podem abrir caminhos mais conservadores, preservando a estrutura dental e oferecendo previsibilidade ao tratamento.
Este caso clínico mostra a condução de uma paciente de 36 anos que chegou ao consultório após receber a indicação de extração do dente 26 e posterior instalação de implante. Após nova avaliação, foi identificado que, apesar da extensa perda dentária e da presença de lesão apical, ainda havia estrutura suficiente para uma abordagem conservadora.
A partir disso, o tratamento foi planejado com endodontia, reconstrução do remanescente, escaneamento intraoral, desenho digital e confecção de uma onlay impressa em 3D com a resina Bio Crown Diamond Makertech Labs, na cor A1 MT.

A paciente relatou que estava há aproximadamente quatro anos sem realizar consultas odontológicas e buscou uma nova avaliação por não se sentir segura em relação à indicação anterior de extração.
Durante o exame clínico, foi observado que o dente 26 apresentava uma cavidade classe II. A paciente também relatou histórico de dor cerca de um ano antes, com melhora após o uso de medicamentos.
Com a radiografia, foi diagnosticada uma lesão apical associada a uma perda extensa de tecido dentinário. Ainda assim, o dente preservava cerca de dois terços da estrutura dental, o que permitiu considerar uma alternativa mais conservadora.
A decisão clínica foi realizar o tratamento endodôntico, criar uma base em resina para preparo e assentamento ideal, escanear a região e produzir uma peça impressa em 3D.

A resina Bio Crown Diamond da Makertech Labs foi selecionada neste caso por suas propriedades mecânicas, especialmente resistência à fratura e módulo de elasticidade semelhante à dentina.
Essa escolha foi importante porque o objetivo era realizar uma abordagem biomimética, conservadora e pensada para longevidade, sem sacrificar o dente da paciente.
Em casos como esse, a indicação do material deve acompanhar o diagnóstico. A escolha pela impressão 3D não foi feita apenas pela tecnologia, mas porque o caso pedia um material compatível com a proposta clínica: preservar estrutura, reconstruir função e oferecer previsibilidade.
Após o tratamento endodôntico, o remanescente dental apresentava perda significativa nas regiões oclusal e distal devido ao tecido cariado amolecido.
Para viabilizar o preparo, foi realizada a técnica de DME, Deep Margin Elevation ou Elevação de Margem Profunda, associada ao Resin Coating. O objetivo foi criar uma base mais favorável, reduzir a tensão e melhorar a adesividade.
A etapa envolveu adaptação de matriz e anel, aplicação de adesivo autocondicionante, evaporação, polimerização e preenchimento da base com resina ZirconFlow cor A1, da Maquira. Em seguida, foi feita a reconstrução do preenchimento dentinário com resina composta para possibilitar o preparo.
Com o remanescente reconstruído, foi decidido confeccionar uma onlay para o dente 26.
Escaneamento intraoral e planejamento digital da onlay
Para o escaneamento, foi utilizado fio retrator gengival Retractor #00 e #1, da Maquira, impregnado com solução hemostática Hemopare, também da Maquira, para afastamento gengival e controle da hemostasia.
O escaneamento foi realizado com o scanner Medit i600, seguindo o protocolo de escaneamento superior, inferior e registro oclusal. Como o caso envolvia apenas o dente 26, foi escolhido o escaneamento de hemiarcada.
O desenho da peça foi feito no software MeditCliniCad, delimitando o término e encerando os pontos de contato necessários.
Depois, o desenho foi exportado em STL e enviado para o software Chitubox, utilizado para o fatiamento da impressão na impressora Elegoo Mars 5 Ultra.

Na etapa de impressão, os suportes foram posicionados na região oclusal para garantir o preenchimento das ilhotas e o sucesso da impressão.
A orientação escolhida foi a impressão em 0 grau, seguindo o racional de que essa angulação pode favorecer maior resistência e adesão entre as camadas de impressão.
A Bio Crown Diamond cor A1 já havia sido calibrada e parametrizada previamente na impressora escolhida. Por isso, foi selecionada a resina Bio Crown Diamond no software, com espessura de camada de 0,05 micras e tempo de exposição de 3 segundos.
Esse cuidado mostra a importância da calibração e da parametrização no fluxo digital odontológico, especialmente quando o objetivo é obter repetibilidade, estabilidade e adaptação adequada da peça.

Após a impressão, a peça passou por lavagem ativa por borrifamento com álcool isopropílico 99% e foi curada em câmara de pós-cura Elegoo Mercury por 2 minutos, com o objetivo de alcançar estabilidade dimensional para as próximas etapas.
Em seguida, a peça foi jateada com óxido de alumínio de 50 micras, tanto na parte externa quanto interna, para criação de microrretenção.
O acabamento foi realizado com broca multilaminada, lixa média Scotch-Brite, escova de carbeto fina e feltro. Também foi feita uma leve maquiagem com pigmento Terracota MakeUp, da Makertech Labs.
Para essa caracterização, foi aplicada uma gota de silano na parte externa da peça e, com um pincel de ponta fina, foi realizada a maquiagem com o pigmento Terracota. A selagem foi feita com Glaze priZma 3D, da Makertech Labs.
Por fim, a peça foi submetida à cura final em glicerina por mais 10 minutos, buscando maior conversão de polímeros.

Para a cimentação, foi realizado isolamento absoluto com lençol de borracha e grampos.
Como o caso apresentava margem subgengival, foi necessário auxílio para estabilização primária com grampo unilateral. Também foi utilizada barreira gengival MaxDam, da Maquira, para evitar a movimentação do grampo.
No dente e no preenchimento em resina, foi aplicado ácido fosfórico em esmalte, uma gota de silano onde havia resina e adesivo autocondicionante na região interna. Após evaporação do solvente com seringa tríplice, o adesivo foi polimerizado.
Na peça, foi aplicada uma gota de silano, respeitando-se o tempo de secagem recomendado pelo fabricante.
Devido à profundidade do preparo, foi escolhido o cimento DualForce, da Maquira, por apresentar polimerização química e fotoquímica. Todas as regiões foram fotopolimerizadas por pelo menos 40 segundos.
Ao final, o excesso de cimento foi removido com cureta MacCal e os ajustes oclusais foram realizados com carbono.

Este caso evidencia como a conduta clínica conservadora pode contribuir para a longevidade do dente quando há diagnóstico adequado, planejamento e seleção correta do material.
A paciente havia recebido a indicação de extração e implante, mas a reavaliação mostrou que ainda existia estrutura suficiente para preservar o dente. Com endodontia, reconstrução, fluxo digital e onlay impressa em 3D com Bio Crown Diamond, foi possível conduzir o caso sem sacrificar o elemento dental.
O acompanhamento foi realizado de abril de 2025 a março de 2026.
Mais do que defender um único material para todas as situações, o caso reforça uma premissa importante: não existe material perfeito para tudo. Existem indicações corretas de acordo com o diagnóstico.

A impressão 3D odontológica vem ampliando as possibilidades clínicas em restaurações indiretas, especialmente quando associada a diagnóstico criterioso, preparo adequado, escaneamento intraoral, desenho digital, parametrização correta e protocolo seguro de cimentação.
No caso apresentado, a Bio Crown Diamond foi utilizada em uma onlay impressa em 3D para preservar um dente que havia sido previamente condenado à extração.
A combinação entre conduta conservadora, princípios biomiméticos e tecnologia digital permitiu uma solução planejada para função, estética e longevidade para a paciente.
Casos como este demonstram que, na odontologia digital, a tecnologia não substitui o diagnóstico clínico. Ela potencializa a tomada de decisões com mais precisão, segurança e previsibilidade.
Não erre na hora de comprar a resina para sua impressora. Responda o formulário e nós te mostramos a resina correta.
Ver agora